quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

A luta pela sanidade

Uma pequena patrulha de soldados ingleses, durante a Primeira Guerra Mundial, está perdida no deserto da Mesopotâmia. Um a um eles são aniquilados por árabes, que sempre aparecem repentinamente.
Este é o fiapo de história de "A patrulha perdida" (The lost patrol, 1934), um dos menos conhecidos filmes do mestre John Ford. Assim como ele fará mais tarde em suas obras mais famosas, o diretor trabalha a paisagem como poucos, fazendo dela outro personagem do filme. Pouco a pouco, devido ao sol escaldante, à incerteza de não se saber onde está nem para onde ir e, principalmente, à ansiedade de não se saber de onde vem o próximo tiro, faz com que os soldados, paulatinamente, vão perdendo a razão.
O pelotão é comandado pelo sargento interpretado por Victor McLaglen (um dos atores preferidos de Ford), que tenta a todo o custo manter a sanidade. Entre seus comandados aparece o soldado Sanders (Boris Karloff), um fanático religioso que em tudo vê a mão de Deus ou do diabo, o que não ajuda em nada na unidade do grupo.
Embora, comparado às obras-primas mais famosas do diretor, como "Paixão dos fortes", Rastros de ódio", "O homem que matou o facínora", entre outras, este filme possa ser considerado "menor" na carreira do cineasta, ainda assim é um belo exercício cinematográfico, mostrando que John Ford não dirigia apenas faroestes, mas sabia também retratar a natureza humana.

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